Sincretismo Religioso



O sincretismo religioso nos dias atuais 

O termo sincretismo vem da fusão de diferentes doutrinas para a formação de uma nova, seja  de caráter filosófico, cultural ou religioso.  É no sincretismo que características típicas de todas as doutrinas-base são mantidas, tais como seus rituais, superstições, processos e ideologias, etc. Em se tratando da etimologia da palavra, “ sincretismo” se originou a partir do grego sygrketismós , e significa “ reunião das ilhas de Creta contra um adversário em comum”. 
O processo de sincretismo está mesmo que intrinsecamente ligado ás relações de comunicação entre grupos sociais de diferentes culturas, costumes e tradições. Quando o contato entre duas tradições acontece, aos poucos um desenvolvimento no convívio entre esses grupos, surgindo “adaptações” nos vários aspectos culturais, fazendo com que um grupo absorva os sistemas de crença do outro. 
A catequese, que tinha sido destinada a propagação da fé católica no povo indígena, passa então a ser levada aos negros-escravos.  É na fase do Brasil - Colônia  que várias culturas africanas atravessam o atlântico e chegam ao Brasil.     
Constam em algumas literaturas que há na África vários modelos de cultos religiosos dedicados aos orixás. Dentre elas, a cultura Iorubá consegue destaque pela quantidade de nigerianos que foram trazidos para o Brasil, bem como pelo rigor e disciplina que os iorubanos exerciam na defesa e prática dos seus costumes religiosos,-  muitos morreram defendendo seus costumes.   Muitos dos líderes das diversas tribos africanas, capturados na África e trazidos para o Brasil, passam a conviver em senzalas que abrigavam negros também de outras manifestações religiosas. Embora culturas diversas, todas essas manifestações estão relacionadas com o culto de veneração aos Ancestrais, o que cria uma proximidade entre cultos. Ademais, a mistura de povos africanos faz com que a tradição religiosa sofra transformações e até mesmo mudanças nos rituais e sacramentos.  
 A própria proibição do homem branco, faz com que a religiosidade dos negros perca alguns dos seus costumes.   Todavia, a única forma de minimizar as perseguições dos cristãos contra o povo africano reside no fato dos negros ofertarem seus assentamentos e oferendas aos deuses em buracos, que pudessem, após o ritual, serem enterrados e, portanto, devidamente camuflados com terra e pedra. Esses rituais foram simbolizados várias vezes através das imagens dos santos católicos. Desse modo, eles cantavam suas línguas em torno da imagem, quando na realidade estavam firmando uma corrente de oração e pontos aos Deuses-Orixás. 
   Neste contexto, enfatiza-se que os orixás são apresentados, até os dias atuais, aos terreiros de cultuação as divindades, principalmente de Umbanda, como sendo representados, simbolicamente, pelas imagens de santos católicos.    Sendo assim, precisa-se, de alguma forma, compreender o seguinte: os santos católicos são belos, devidamente espiritualizados e possuidores de muita luz; e os orixás são mestres, considerados senhores cultuados na linha dos ancestrais. A cultuação aos orixás é considerada uma herança deixada por todas as divindades africanas, e, portanto, retrata as diversas manifestações culturais enraizadas em nosso continente através do Candomblé, que tem seu núcleo de maior propagação no estado da Bahia, vindo aos poucos tomando mais terreno nos demais estados brasileiros. 
   No final do período colonial e com a Proclamação da Republica, nasce ainda, sob forte preconceito de raça e crenças, o Candomblé. É, portanto, no início do século XIX que essa religião ganha força, voz e canto no estado da Bahia. A manifestação da cultura Iorubá, também conhecida como jeje-nagô, ganha popularidade em Pernambuco, onde o Candomblé é denominado de Xangô, trazendo seus costumes da nação Egba. No Rio Grande do Sul o Candomblé é chamado de Batuque, originalmente esta vem da nação oió-ijexá. No estado do Maranhão o povo Fons, vindos da região de Dahomé, no Leste da África, recebe toda influência Jeje, de modo que popularmente o culto Iorubá ganha sua variante, a manifestação do Tambor-de-Mina, religião também chamada de Voduns.   Ainda pode-se citar os Candomblés de Banta, principalmente da Angola e Congo, que, juntamente com o Iorubá, ganham força no Brasil nas suas mais diversas e inumerosas propagações, estando inclusive na construção da religião umbandista no século XX, especificamente no Rio de Janeiro e São Paulo. 
   Diante de tantas manifestações culturais e religiosas, observa-se, particularmente, ao longo da história do Candomblé, uma modificação regional nos costumes e práticas ritualísticas.    Sendo assim, constata-se que o Candomblé favorece o conhecimento da origem dos Orixás, onde se prega os sacramentos, lutas, guerras e paz. Vale dizer que a Umbanda incorpora em seus rituais influências significativas dos ensinamentos dos nossos ancestrais. Ademais, sob a forte influência de Allan Kardec, divulgador do Espiritismo e do cristianismo, a Umbanda ganha espaço nos terreiros e casas de trabalhos religiosos. 
   Em uma casa de Umbanda, cultua-se, em maior escala de adoração, a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes, ao invés de se traçar pontos de adoração ao firmamento sagrado de Iemanjá.   Em suma, pode-se considerar a Umbanda como sendo uma religião genuinamente brasileira, ou seja, uma religião que permite adorar em seu Otá (altar) todos os deuses, santos, negros, caboclos e almas. 
O transe dessas entidades faz parte da esfera natural e é constituidaem sua coroa espiritual, de um médium, sendo este considerado um filho de fanto dentro dos rituais umbandistas. 
Um outro exemplo desse processo pode ser vista na adaptação e absorção que o cristianismo fez ao logo dos séculos se tratando dos conceitos das religiões pagãs na Europa. Muitos locais onde hoje estão majestosas catedrais foram templos druidas e celtas. Ou alguns lugares que antes eram locais de adoração ou de festivais específicos, são usados hoje pela igreja como  ao ambiente comum para seus próprios festivais. Isso não embasa de fato o sincretismo, mas leva a refletir sobre o quanto absorvemos de outras culturas em nosso dia a dia, e é realmente entender o quanto  o cristianismo  se beneficiou a partir de crenças pagãs, mesmo quando perseguia os tais “ adoradores do diabo”. O papai Noel é uma criação pagã, vem muito antes do cristianismo, e era  relacionado também a uma festa específica . 

No Brasil, o sincretismo religioso foi o mais conhecido e também o mais estudado até os dias de hoje. Nasceu aqui  desde a chegada dos primeiros colonizadores portugueses, e se intensificou com a presença dos escravos africanos que, em contato com a população nativa    ( os índios), disseminou seus costumes, rituais  e  tradições. 
Muito se perdeu da cultura indígena, o que sabemos sobre suas religiões são pontos perdidos do que antes era algo enorme, de grandes proporções que transcorria torro território nacional em suas mais variadas vertentes. Cultos como o voltado a Jurupari, deus que ensinava aos homens as artes da pesca, caça e atributos ideais masculino, ainda existem e são secretos até mesmo para certas pessoas da tribo. Dentro do sincretismo, por exemplo, Jurupari poderia ser tratado como um tipo de messias, um “ Jesus na versão indígena” , digamos assim. As bases para essa informação vem da forma em que viveu essa entidade: nasceu d uma virgem, ensinou aos índios novas teorias e tradições, morreu traído por seus seguidores aos 33 anos de idade, e virou finalmente deus, elevando-se aos céus, tão qual aconteceu como outros messias de tantas outras tradições, cujos arquétipos de vida são bastante parecidos: o deus Egípcio Rá,  Krishna dos indianos, etc. 

Ainda no Brasil, quando os escravos não podiam cultuar seus próprios deuses, pois seus senhores não aceitavam esse tipo de “ blasfêmia “, eles talhavam imagens na forma e representação dos santos católicos e embaixo deles, faziam um buraco secreto, com tampa. Nesse local, armazenavam ervas e instrumentos voltados a determinado deuses – os orixás – e assim podiam rezar para eles, entrar em contato com suas crenças, manter suas tradições, mesmo que utilizados aqueles “ santos do pau oco”, nome que depois foi utilizado no conceito popular para algo que mostrasse ser uma coisa, mas que na verdade fosse outra, em original. 

Cada orixá tem sua pedra regente , e a forma encontrada pelos escravos foi associar a imagem do santo católico mais representativa da força de seus orixás.  Dando assim, a partir disso o sincretismo dessas duas religiões. Naquele tempo, os senhores achavam graça no sincretismo e, considerando os africanos ignorantes, cosentiam na pratica quando bem disfarçada. 
a Igreja Católica não tinha certeza em qual maneira deveria se posicionar em relação a cultura religiosa trazida pelos escravos, e se colocava em um delicado dilema ao representar a religião oficial do espaço colonial. Em algumas situações, os clérigos tentavam reprimir as manifestações religiosas dos escravos e lhes impor o paradigma cristão. Em outras situações, preferiam fazer vista grossa aos cantos, batuques, danças e rezas ocorridas nas senzalas. Diversas vezes, os negros organizavam propositalmente suas manifestações em dias-santos ou durante outras festividades católicas para que dessa forma se manifestassem de alguma forma à imposição na qual viviam ou viveram. 

Do ponto de vista dos representantes da elite colonial, a liberação das crenças religiosas africanas era interpretada positivamente. Estrategicamente acreditavam que ao manterem suas tradições religiosas, muitas nações africanas alimentavam as antigas rivalidades contra outros grupos de negros atingidos pela escravidão. Com a preservação desta hostilidade, a organização de fugas e levantes nas fazendas poderia diminuir sensivelmente. 

Aparentemente, a participação dos negros nas manifestações de origem católica poderia representar a conversão religiosa dessas populações e a perda de sua identidade.  
Contudo, muitos escravos, mesmo se reconhecendo como cristãos, não abandonaram a fé nos orixás, voduns e inquices oriundos de sua terra natal. Ao longo do tempo, a coexistência das crendices abriu campo para que novas experiências religiosas – dotadas de elementos africanos, cristãos e indígenas – fossem estruturadas no Brasil. 

É a partir dessa situação que podemos compreender porque vários santos católicos equivalem a determinadas divindades de origem africana. Além disso, podemos compreender como vários dos deuses africanos percorrem religiões distintas. Na atualidade, não é muito difícil conhecer alguém que professe uma determinada religião, mas que se simpatize ou também frequente outras. 
Dessa forma, observamos que o desenvolvimento da cultura religiosa brasileira foi evidentemente marcado por uma série de negociações, trocas e incorporações. Nesse sentido, ao mesmo tempo em que podemos ver a presença de equivalências e proximidades entre os cultos africanos e as outras religiões estabelecidas no Brasil, também temos uma série de particularidades que definem várias diferenças.  

Hoje, mesmo com o conhecimento da necessidade que os escravos tinham em usar do sincretismo como uma válvula de escape para seus cultos, ainda assim, mesmo que não necessitem desse fator camuflado em suas crenças,  as casas de culto de umbanda utiliza-se dessas representações sincrética, não pela necessidade do culto a imagem, ma sendo admitida pelos pais de santo para que seus filhos e filhas tenham uma imagem, um rosto pelo qual possam direcionas suas súplicas e pedidos, já que para alguns, dirigir seus desejos voltados a energia s da natureza, força oriunda do ar, mar, terra e fogo seja de difícil compreensão por seu componente abstrato impalpável. 

Alguns dos santos  e entidades  que hoje são visto em igrejas, no sincretismo religioso da cultura africana e negra, são representações de uma crença mais íntima desses povos. Exemplos interessantes são: Oxalá, que seria associado a Jesus Cristo. Oxum, um dos mais famosos orixás, seria São Jorge. Iemanjá, a senhora do mar e protetora das mulheres e filhos, nossa senhora da conceição.  Tais “ambientações “ passam-se despercebidas no contexto cultural das pessoas, elas não mais identificam uma só coisas  como certa, como a original, Mesmo que ainda tenham seus preconceitos e reações adversas a determinados assuntos, a ideia de que uma coisa que conhecem é apenas a ponta do iceberg do que realmente é, é de aceitação comum nos dias atuais.  

Muito da cultura indígena brasileira que coletamos ao logo de séculos vem sendo bem quistas e sua origem bem mais aceita do que era antigamente, digamos, nos tempos dos tataravôs da população atual. Atitudes simbólicas como virar a sandália para a “mãe não morrer”, por exemplo é de conhecimento atual que veio dos povos indígenas.  O uso do fumo, e do chá mate, as referências das religiões indígenas, etc.  São muitas as variações de sincretismo religioso que nos associamos ao longo na vida no Brasil, detalhes e atitudes culturais que se passam despercebidas e que são de fato sincretizadas de uma cultura que nem sempre está aparente a todos que veem. Por fim, o sincretismo religioso acabou articulando uma experiência cultural própria. 
As práticas daquela época acabaram impulsionando a formação de religiões cultuadas hoje em dia, como o Candomblé e a Umbanda, com forte penetração na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. 


Abaixo uma relação dos orixás e santos católicos dentro do sincretismo e simbolismo que cada um exerce nessas religiões: 

Exu - Senhor dos caminhos, orixá mensageiro e vencedor de demandas. É também o orixá das causas materiais. Seu dia é a segunda-feira. Veste-se de vermelho e preto e seu elemento é o fogo. No sincrestismo é associado a Santo Antônio. E, por suas características e cores, injustamente ao Diabo, mas exu é a  relação que a Umbanda e candomblé tem com a dualidade, o bem e o mal, o homem e a mulher. Na verdade a melhor representação dele seria o símbolo do ying yang chinês. Exú é o único dos orixás que não tem permissão de sentar juntos aos orixás no círculo de comunicação, justamente por não ser imutável. Suas atitudes e temperamentos varias de pessoas pra pessoa, crente pra crente, e ele dá aquilo que ele recebe, mas é capaz de modificar ao seu bel prazer o contexto do pedido solicitado a ele. A ele são levados todos os pedidos, Exú é o mensageiros dos orixás, por isso toda oferenda feita primeira é dada pra ele, depois pro santo e por último pra Oxalá ( jesus Cristo ). Ele recebe e come primeiro, ou mastiga e cospe, caso não aceite. É de comum acordo entre os crentes da religião africana que ele é a ponte de comunicação entre os deuses, e sem ele não há permissões. Assim como acontece com Tupã para os indígenas. O deus é considerado braços e pernas dos deuses Tupi, já que eles, os deuses maiores, são incapazes de interagir diretamente com os humanos, fazendo assim com que Tupã torne-se, dentro da cultura deles, deus dos homens, além de deus do trovão e tempestades. 


Ogum - É o orixá guerreiro. Deus do ferro e da guerra. Seu domínio são as lutas e o trabalho. Suas cores são o azul escuro, o verde ou vermelho. Seu dia é a terça-feira. Seu elemento é o fogo. É associado a São Jorge. Interessante é levar essas informações com olhar mais amplo. Na cultura grega,vários deuses poderiam ser associados a Ogum, tal como o semi-deus Hércules que completou os doze trabalhos, assim como Ogum que saiu em guerra enfrentando tantos exércitos como trabalhos que Hercules, ou Herácles – como era chamado em grego  enfrentou. Em um contexto mais católico, Ogum é ligado diretamente a guerra vencida, então podendo também ser associado ao Arcanjo Miguel, entidade que ia a frente das batalhas de Deus e adorava o sangue que corria dos seus rivais. Um de seus receptáculos foi a Santa Joana D’arc, que em dias de fúria divina, como era chamado, saia em guerra e tirava vidas deliberadamente até que seu corpo estivesse coberto de sangue, acalmando assim aquele que a possuía, o Arcanjo Miguel. 

Oxossi - É o protetor das matas, dos animais da florestas e dos caçadores. Traz sempre o eu Ofá (arco e flexa). Suas cores são o verde, azul turquesa e o vermelho. Seu dia é a quinta-feira. Seu elemento é a terra. É associado a São Sebastião. 

Ossaim - É o orixá das eras medicinais e das plantas em geral. Suas cores são o verde e rosa. Seu dia é a quinta-feira. Seu elemento é o ar. É associado a São Roque. 

Obaluaiê ou Omulu - O orixá das pestes e das doenças de pele. Conhece a cura de todos os males. Suas cores são o branco e o preto. Seu dia é a segunda- feira. Seu elemento é a terra. É associado a São Lázaro e São Roque.  

Oxumaré - É o orixá da sorte, da fartura e da fertilidade. Protetor das mulheres grávidas. Seus domínios são os poços e as fontes das matas. Suas cores o verde e o amarelo ou com as cores do arco-iris é representado por uma serpente. Seu dia é a quinta-feira. Seus elementos são a água e a terra. É associado a São Bartolomeu. 

Ewá- É a orixá das chuvas, rainha dos mistérios e da magia. Suas cores são o vermelho e o branco. Seu dia é o sábado. Seu elemento é água. É associada a Nossa Senhora das Neves. 

Xangô - É o Senhor da Justiça, do trovão e da pedreira. Suas cores são o vermelho e o branco. Seu dia é a quinta-feira. Seus elementos são o ar e a terra. É associado a São Jerônimo, Santo Antonio, São Pedro , São João Batista, São José e São Francisco de Assis. 

Oxum - É a rainha dos rios e das cachoeiras, do ouro e do amor. Suas cores são o amarelo, dourado, azul claro e rosa. É a segunda esposa de Xangô. Seu dia é o sábado. Seu elemento é a água. É associada a Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora das Candeias.  

Iansã - É a deusa guerreira, senhora dos ventos, das tempestades e dos raios. É a mulher principal de Xangô. Suas cores são o vermelho, amarelo, marrom escuro e o branco. Seu dia é a quarta-feira. Seus elementos são a água, o ar e o fogo. É associada a Santa Bárbara. 

Logun-Edé - Seus domínios são os leitos dos rios e os mares. É filho de Oxum com Oxossi. Suas cores são o amarelo e o azul. Seu dia é a quinta-feira. Os seus elementos são a água e a terra . É associado a São Miguel Arcanjo e Santo Expedito.  

Obá - Os seus domínios são as águas revoltas. É uma das esposas de Xangô. Suas cores são o amarelo e o laranja. Seu dia é a quarta-feira. O seu elemento é a terra. É associada a Santa Catarina, Santa Joana D'Arc e Santa Marta. 

Iemanjá - É o orixá da harmonia em família, a rainha dos mares e a mãe dos orixás. Suas cores é o azul e o branco ou o verde claro. Seu dia é a sexta-feira. Seu elemento é a água. É associada a Virgem Maria, principalmente  Nossa Senhora dos Navegantes. Sincretizada no Rio de Janeiro com Nossa Senhora da Glória tem o seu dia comemorado em 15 de agosto.  

Nanã - É o orixá feminino mais velho. É a mãe de Oxumaré e Obaluaiê. É a protetora dos doentes desenganados. Suas cores é o lilás, branco e o azul. Terça-feira é o seu dia. Seu elemento é a água. Associada a Santa Ana, mãe de Maria. 

Ibeji - Os orixás gêmeos, protetores das crianças e da família. Suas cores são o azul, o rosa e o verde. Seu dia é o domingo. Seu elemento é o fogo. É associado a Cosme e Damião. 

Oxalá - É considerado o pai de todos os orixás. É o mais velho e o primeiro a ser criado. É responsável pela criação do mundo e dos seres humanos. É o orixá da agricultura, que traz a chuva e fecunda os campos. Está associado à Justiça e ao equilibro. É associado a Jesus e cultuado nas seguintes formas: Oxalufã (Oxalá Velho), orixá da paz, veste-se de branco e seu dia é a sexta-feira. Oxaguiã (Oxalá Moço), orixá valente e guerreiro, considerado filho de Oxalufã. Veste-se de branco e seu dia também é a sexta-feira 

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